quarta-feira, 14 de outubro de 2015

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Quem irá governar?

Está tudo virado ao avesso! A coligação PSD/CDS ganhou, ainda que sem maioria, as eleições legislativas e quem anda em contactos com os outros partidos para formar governo é António Costa!!!
A confirmar-se, penso que será a primeira vez na história de Portugal que o líder do segundo partido mais votado toma posse como primeiro-ministro (PM). Ainda hoje, pelas declarações de António Costa à saída da reunião, na sede do PS, com os líderes da coligação, deu para entender que o que ele quer é ser PM , todas estas reuniões com a coligação são para entreter e depois poder dizer que tentou o acordo.

Na hipótese de se formar um governo de coligação entre o PS a CDU e o BE, quem realmente governaria? O PS, porque o PM seria o seu líder, ou seriam os partidos minoritários que fariam refém o PS? Parece-me que a segunda hipótese se tornaria mais viável! Ainda está na memória de todos a irrevogabilidade de Paulo Portas! Pressão e chantagem são medidas de peso nestas situações.

Vamos por partes. Realmente, a maioria dos votantes, e não dos portugueses como dizem os políticos, porque muita gente não votou, não votaram na coligação. Pergunto eu, e aqueles que votaram no PS, na CDU, no BE, no PAN e noutras forças politicas, quererão que haja uma coligação de esquerda? Ainda ontem um amigo socialista me dizia que não aceita que o seu partido faça coligação com o BE, aceita com a CDU, mas com o BE nunca. Penso que este será o pensamento de muitos socialistas, ou não! 

Estranho ver a líder do BE falar da forma que fala, como se tivesse ganho a eleições. Será que ela sabe qual a percentagem de votos que teve? São pouco mais de 10%! Ela fala numa vitória da esquerda. A verdadeira esquerda teve pouco mais de 18% (CDU+BE). Que eu saiba, dentro do PS, há duas facões, uma de ala mais à esquerda e outra de uma ala mais à direita.

Em menos de uma semana, António Costa, alterou o discurso. Defendeu em campanha que deveria formar governo quem ganhasse as eleições, agora já não pensa assim! Esta conversa foi só enquanto pensava que iria ganhar a eleições sem maioria. Por falar em alterar discurso, voltamos ao BE e à CDU. Estes grandes opositores aos compromissos europeus, defensores do não comprimento dos acordos feitos a nível europeu, vêm agora dizer que aceitam tudo. Boa, é assim mesmo, a opinião altera em função das circunstâncias.


A nomeação do PM pelo Presidente da Republica, vai ser um grande teste à democracia portuguesa. Se as coisas correrem mal, ainda se vai alterar a forma de eleger os PM, passando a haver segundas voltas para acabar com governos minoritários. Evidentemente que esta minha solução é impensável, seria o inicio do fim da democracia portuguesa. 

Penso que se se vier a formar um governo de coligação PS/BE/CDU, que vai ganhar com isso é o PSD e o CDS. Quatro anos é muito tempo, e as comadres vão acabar por se zangar...

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Como ganhou, ... Portugal à Frente!

Vitória inequívoca da coligação Portugal à Frente nas legislativas. Ainda que sem maioria absoluta, a coligação de direita, ganhou a eleições. O facto de ter maioria é, já por si, uma vitória. É certo que, com maioria absoluta, haveria maior estabilidade governativa, sendo mais fácil implementar as propostas que foram defendidas durante a campanha e, ao mesmo tempo, dar continuidade a projecto que vem sendo implementado para tirar Portugal da situação em que se encontrava em2011.
Não acredito que o governo não cumpra o mandato até ao fim. Seria uma irresponsabilidade muito grande da oposição derrubar o governo. A oposição corria o risco de lhes acontecer como ao PRD quando fez cair, em 1987, após a aprovação de uma moção de censura, o governo da Cavaco Silva e provocou eleições antecipadas. Vindo depois Cavaco a ganhar as eleições com maioria absoluta. Também não acredito que António Costa queira correr esse risco, até porque, em questões de oposição, António Costa, tem um problema para resolver. A oposição que tem dentro do próprio partido não deve ser fácil de resolver. António José Seguro é, sem dúvida, um dos vencedores, ainda que indireto, nestas eleições. Creio que António Seguro conseguiria o mesmo, ou até melhor resultado. O enredo está montado, veremos os próximos episódios! …

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Eleições legislativas

Estamos em época de campanha eleitoral. Mais uma vez, os candidatos, fazem promessas que sabem não poder cumprir! Nós, eleitores, lá vamos defendendo os nossos candidatos favoritos, mesmo quando sabemos haver nas fileiras de candidatos alguns de capacidade duvidosa. Para muitos de nós a politica é como a se de uma religião se tratasse, ou de uma simpatia por um clube de futebol, ... é  até à morte. A politica não deveria ser assim! Há muitos eleitores que não são assim, votam em função das pessoas, ou em função do contentamento ou descontentamento que têm no momento. 
A politica está descredibilizada, velha, sem rumo, à deriva e sem planos para o futuro. Os jovens não vêem a politica com bons olhos, os que integram os movimentos jovens dos partidos, na sua maioria, fazem-no para tentar assegurar um cargo, uma nomeação, um trabalho. A convicção, o empenho, a defesa de ideais é posta em segundo plano. Isso que o façam os mais velhos! 
Dizem alguns: São sempre os mesmos a candidatar-se! Infelizmente, a limitação de mandatos ficou só pelas autarquias. Esta, deveria estender-se ao deputados da Assembleia da Republica. 
Já anteriormente disse que o numero de deputados deveria ser reduzida, não para poupar os salários, mas para que, com esse dinheiro, se pudesse aumentar os que ficavam e tornar o cargo de deputado mais aliciante  e atractivo, podendo assim haver pessoas mais bem formadas e com outros horizontes a concorrer a deputados. 
Posso estar errado, mas da breve análise que fiz aos deputados da Assembleia da Republica, a maioria ou são advogados ou são professores. Nada tenho contra estes profissionais, apenas acho que deveria haver uma maior diversificação nas formações da base. É necessário mais, economistas, contabilistas, fiscalistas, engenheiros das varias vertentes das engenharias, gestores, psicólogos, sociólogos, informáticos, etc, etc ... temos muitos advogados que pouco ou nada exerceram e professores que nunca deram aulas ou se deram foi por pouco tempo. 

Elegemos deputados pelo nosso distrito que têm por fim defender os interesse da nossa região. Parece que é esta a missão teórica dos deputados de cada distrito. Digo teórica porque na pratica não é assim! Poderia ser não fosse a disciplina de voto. Também, quantos de nós conhecem os deputados que estamos a eleger? Neste campo, sinto-me um privilegiado, conheço pessoalmente alguns dos deputados candidatos. Mas que deveria dizer quem eram os candidatos a deputados? Os partidos ou nós, eleitores do distrito? Os candidatos são-nos impostos pelos partidos! Não chamo a isto democracia! ....


sábado, 15 de agosto de 2015

Os dias fatais ...

Depois de ler o livro “Cercado” de Fernando Esteves, consegui cimentar algumas certezas ao mesmo tempo aumentei as minhas dúvidas!
O livro relata passagens da vida de José Socrates antes da sua detenção. Pelo que li, os indícios de crime são muitos e fortes. Desde a sua passagem pela Câmara Municipal da Covilhã até chegar a Primeiro-ministro, existem relatos, no livro, de situações menos claras. O autor do livro, como era de esperar, não dá certezas, limita-se a relatar dados apresentados pelo ministério público e a transcrever aquilo que foi surgindo na época na comunicação social.
Daquilo que li, o que mais me preocupou foi o relato da destruição dos DVDs que continham as escutas telefónicas, facto muito falado na altura. Se realmente o acusado se sente inocente, porque não impediu a destruição e permitiu que fossem públicas as escutas? – Diz a sabedoria popular que quem não deve não teme. Fico, tal como talvez muitos portugueses, com a sensação de que era nestes DVDs que estaria o inicio da solução do caso…
Depois de ler o livro, e sabendo que o ex-primeiro-ministro não foi contemplado com nenhum prémio da Santa Casa, como é possível viver da forma que ele viveu nos últimos anos? No livro, podemos encontrar relatos de movimentos elevados em dinheiro entre Socrates e o seu amigo Carlos S. Silva. A justificação dada é que eram empréstimos entre amigos. Empréstimos de valores tão elevados, quando seriam pagos? Qual a actividade profissional de Socrates para conseguir rendimentos suficientes para pagar esses empréstimos? Será que não eram empréstimos mas sim presentes de um amigo? – Que rico amigo este!
Este é um caso que poderá levar anos a resolver, se é que será resolvido no sentido de se saber se o arguido é culpado ou inocente. O mais provável é prescreverem os crimes de que é acusado.
Infelizmente este não será caso único no país, talvez seja o de maiores dimensões. Corrupção, branqueamento de capitais, compadrio, e muitos outros crimes, são relatados quase todos os dias na comunicação social. É pena os organismos competentes não poderem averiguar mais casos com indícios de crime!
Outras das situações que me preocupou, se bem que já tinha uma ideia sobre o assunto, foi o facto de as entrevistas serem combinadas entre o entrevistado e o jornalista. Combinam o que perguntar, quais os assuntos que não serão levantados, etc. Gostei de saber que há jornalistas que não vão nessa onda e que exercem a sua profissão com muito profissionalismo.

Muito haveria a comentar sobre o livro, o melhor é lê-lo!


Partilhei aqui algumas das minhas dúvidas, as certezas, se é que as tenho, ficam para mim...

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

E já vão dois livros.

Não resisti a esperar pelas férias, já li o livro "Uma questão de consciência" de Ian Rankin. Comecei o "Fetiche" de Tara Moss e também já foi. Este ultimo durou 4 dias. Um policial excelente, escrito por uma ex-modelo (quem diria)!... Bom, agora vou ler "Cercado" do jornalista Fernando Esteves! Não sei bem o que me espera neste livro ...

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Livro para férias

Aqui fica a minha escolha de leitura para férias. Para além de ter um preço acessível, tem um enredo intrigante. Um bom policial.