quarta-feira, 29 de julho de 2015
Livro para férias
Aqui fica a minha escolha de leitura para férias. Para além de ter um preço acessível, tem um enredo intrigante. Um bom policial.
segunda-feira, 13 de julho de 2015
A Grécia, o Euro e Portugal
Grécia, negociações, austeridade,
empréstimos, euro, … palavras do dia-a-dia de todos os cidadãos, sejam eles
gregos, franceses ou portugueses.
O governo grego recusa a
austeridade, prometeu ao povo, na campanha eleitoral, que não a haveria, agora,
com muito custo para o povo, quer cumprir o prometido. De tanto bater o pé, já
se foram as solas dos sapatos e não há dinheiro para outras!
Qual a alternativa à austeridade?
– Produzir, com elevados índices de produtividade? – Pedir dinheiro emprestado?
Quem empresta dinheiro a quem não tem crédito? Se o devedor não der provas de
que vai alterar hábitos e costumes despesistas? – Só um louco o fará!
O governo grego, até ao momento,
o que fez foi aumentar a desconfiança dos credores. Terá a economia grega capacidade
para superar sozinha esta crise. Esta economia, que tinha das mais altas taxas
de crescimento económico da zona euro até 2008, altura do início da crise, está
agora nas ruas da amargura! Em que assentava a economia grega para ter bons índices
de crescimento económico? – É tudo muito estranho!!!!!!...
Fala-se na saída do euro!!!!
Alguém consegue determinar as consequências desta medida? Penso tratar-se de
populismo e de demagogia, tal como em Portugal o faz o PCTP-MRPP com os slogans
da saída do euro. É fácil para estes partidos de pequena dimensão lançar estes
chavões em tempos de crise e insatisfação. Irresponsabilidade, é disso que se trata, quando o PCTP-MRPP lança estes slogans! Gostaria de ver elencadas as consequências,
positivas e negativas, de uma saída do euro. Ninguém o faz, ninguém o sabe ao
certo.
Espero que a Grécia consiga sair
da crise em que se encontra! Não sei como o fará!
Sinceramente, não acredito no actual
governo grego!
sábado, 27 de junho de 2015
Momento de pesar!
Faleceu João Luís Inês Vaz, um
político, um homem da cultura. Foi Governador Civil de Viseu, professor do
ensino superior, arqueólogo, escritor, entre tantas outras coisas. Não serei a
melhor pessoa para falar do seu percurso profissional e particular, o meu
relacionamento com o doutor era muito recente.
Conheci-o,como figura pública há alguns anos atrás. Penso que terei ouvido falar pela
primeira vez nele quando foi Governador Civil (finais da década de 90, penso eu). Sempre ligado, ideologicamente,
ao partido socialista, ocupou vários cargos no distrito. Nas últimas eleições
autárquicas, integrou a lista à Junta de Freguesia de São João de Lourosa pelo
PS, ocupando o segundo lugar da lista. Confesso que para mim foi uma surpresa
muito grande quando tomei conhecimento deste seu ato. Um homem com um percurso
politica e académico tão grande, integrava agora uma lista candidata á Junta da
qual eu fazia parte e era novamente candidato. Aqui se vê a humildade e a
vontade de servir que o doutor Inês Vaz tinha.
Confesso, também, que de início
não simpatizava com ele. Tinham havido umas situações pouco próprias durante a
campanha … se bem que nunca com ele! Fomos, os candidatos pelo PSD, ameaçados
com processos em tribunal por uma dita advogada, filha do cabeça de lista pelo
PS, que eu não conhecia de lado nenhum, nem tive gosto em conhecer. Ainda hoje
aguardo serenamente ser chamado a tribunal! (bom, mas não é disto que quero
escrever, um dia o farei)
Deram-se as eleições, e voltamos
a ganhar com maioria absoluta. O doutor Inês Vaz, foi eleito para a Assembleia
de Freguesia. É aqui que começa o nosso contacto, ainda que esporádico, com
ele. Ao longo das sessões da Assembleia, fui-me apercebendo que era uma pessoa
com um enorme caracter e uma cultura muito acima da média. Comecei a admira-lo
e gostar de falar com ele. Achava, também, que tinha um sentido de humor muito
refinado.
No mês passado, a quando da
visita do Sr. Bispo à nossa freguesia, houve um almoço onde estiveram
presentes, o executivo da Junta, os Membros da Assembleia, o Sr. Padre Luís
Miguel e o Sr. Bispo D. Ilídio Leandro. A determinada altura do almoço, o
doutor Inês Vaz disse que era natural do Soito, no concelho do Sabugal. Ao
ouvir isto, eu, que conheço relativamente bem o concelho do Sabugal, disse-lhe
que conhecia a sua terra e que, em jeito de brincadeira, já tinha sido muito
feliz no Soito. Ao que ele me respondeu: - “Não me diga que conheceu as minhas
primas?!”- Achei a resposta engraçada e com
muito humor.
Hoje, dia 25, tínhamos marcado
uma Assembleia da Freguesia às 21 horas. Esperava, no fim desta Assembleia,
falar com ele, pedindo-lhe que me orientasse na pesquisa da vida do escritor
Antero de Figueiredo, nascido em 1866, e que, terá as suas origens na Nossa
Freguesia, concretamente em Rebordinho. Pretendia determinar onde era a casa
dos familiares para que a Freguesia prestasse a devida homenagem a tão ilustre
escritor.
Infelizmente, o doutor Inês Vaz,
partiu antes de lhe pedir ajuda …
quarta-feira, 10 de junho de 2015
"Se Isto é um Homem"
Aproveite o dia de hoje, 10 de
junho de 2015, feriado nacional, para dedicar mais tempo à leitura. Tenho por hábito todos os dias ler, mas hoje li durante mais tempo. Comecei há dias a ler (terminei hoje) o livro de Primo Levi “Se Isto é um Homem”.
O livro, escrito na primeira
pessoa, relata a vida de um judeu italiano, que é preso durante
a segunda guerra mundial e enviado para um campo de concentração nazi (Primo Levi esteve preso 11 meses). Primo
Levi sobrevive aos maus tratos, à fome, ao frio, às doenças e ao trabalho árduo
até à chegada das tropas russas. Ao longo do livro os relatos são arrepiantes,
a forma como o autor descreve cada momento passado é de uma intensidade incrível.
Diz, a determinada altura, sobre os sonhos
dos prisioneiros: “Não se deve sonhar: o momento de consciência que acompanha o
acordar é o sofrimento mais intenso. Mas não nos acontece muitas vezes, e os
sonhos não duram muito tempo: mais não são do que animais cansados.”
A forma irónica como descreve
algumas passagens é, ainda que no meio de todo o terror de um campo de concentração,
bastante cómica: “Mordo os lábios com força; todos sabemos que provocar uma
pequena dor estranha serve de estímulo para mobilizar as reservas extremas de
energia. Também os Kapos o sabem: alguns batem-nos por mera malvadez e violência,
mas outros há que o fazem quando estamos debaixo da carga, quase como
amabilidade, acompanhando as pancadas com exortações e encorajamentos, como os
carroceiros com os cavalos zelosos.”
...
Este livro marcou-me!
sexta-feira, 8 de maio de 2015
Ano de eleições
Já começaram as promessas políticas.
Estamos em ano de eleições, como consequência temos mais um ano de profecias,
de mentiras, promessas que se sabe não serem cumpridas, … enfim, mais do mesmo!
Os políticos, em Portugal, ainda
não viram que a política está desacreditada, não analisam os resultados eleitorais
como deveria ser. Não tiram conclusões da abstenção, limitam-se a comparar percentagens
em função dos votantes. Se comparassem com o número de eleitores, talvez
tomassem noção da realidade.
Se, num universo de 1000
eleitores, a abstenção for de 30%, o que representa 700 votantes, e o partido “A”
tiver 350 votos, a conclusão é que o partido “A” tem 50% dos votos. Se se
comparasse em função dos eleitores, teria apenas 35% dos eleitores
(350/1000*100). E, se o partido “A” ocupasse apenas os 35% dos lugares da
Assembleia e os restantes 15% fossem dos outros partidos, ficavam 50% dos
lugares por ocupar. Talvez assim, os políticos, tomassem consciência de que as
promessas são para cumprir e haveria mais respeito pelos eleitores. (este
exemplo não foi feito em função do método de hondt, método utilizado em
Portugal na eleições)
quinta-feira, 30 de abril de 2015
Um momento
Já fiz de tudo
tudo que não foi nada
bebi da sede de alguém um mar de lágrimas,
perdidas em rios de palavras
Já vi de tudo
numa cegueira clara
em mim, refletiu, no escuro de um pensamento,
a clareza vivida de um momento.
Manacá
quinta-feira, 16 de abril de 2015
Uma das maiores conquistas da democracia está a ser banalizada.
Mais uma greve da TAP. Um abuso de direitos dos cidadãos.
Tanto se falou, recentemente, em
medidas inconstitucionais praticadas pelos diversos governos. Não será esta
greve inconstitucional também? Como não sou jurista, muito menos
constitucionalista, não sei se o é ou não, sei sim que deveria haver coragem política
para por cobro a esta onda de greves que se verificam todos os anos. Sei que
nenhum partido politico quer desafiar os sindicatos, … perdem-se votos com o
confronto! Já o disse antes, a greve é um símbolo, um direito em democracia, uma
“arma” que deve ser usada na defesa dos direitos dos trabalhadores, quando
estes são postos em causa. Penso, não ser “arma” para ser usada em qualquer
batalha, o seu uso excessivo banaliza-a, torna-a um instrumento fútil, que
apenas serve para justificar faltas dos trabalhadores, prejudicar o comum dos
cidadãos e para dar força aos sindicatos.
A greve passou a ser uma forma de
os sindicatos manipularem os trabalhadores e estes deixam-se levar na onda!
É preciso voltar a dar ao direito
à greve a devida importância...
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