sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Porque será que as travessias do Tejo só pagam 6% de IVA?


Quem já passou numa das pontes que ligam as duas margens do Tejo, certamente, terá reparado, ou não, que o IVA das facturas da Lusoponte é a 6%. Tudo estaria bem não fosse o caso de nas SCUT o IVA ser a 23%. Vejam, por exemplo, as facturas na A23, A24 e A25.

Sendo a região de Lisboa uma das mais ricas da Europa, não entendo o porquê desta assimetria. Taxar portagens da região mais rica do país a 6% e das regiões mais pobres a 23% é uma tremenda injustiça.
Valores mais altos se levantam.

Assim anda este país.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Prorrogação do prazo de pagamento da dívida.


Hoje ouvi o líder socialista, António José Seguro, dizer que o atual governo reagiu tarde ao pedido de prorrogação do prazo de pagamento da dívida. No seu discurso, refere que o PS já defendia esta medida há muito tempo e que só agora o PSD entendeu que teria de o fazer. São palavras suas “Hoje ficou provado, uma vez mais, que a alternativa existe. A estratégia do PS revelou-se possível e necessária para o país”. Quem ouvir este senhor falar, e tiver memória curta, não se recordará do pedido tardio de ajuda externa feito pelo então líder do PS, José Socrates. São estes senhores que querem ser alternativa, os mesmos que, por orgulho, preferiam deixar ir o barco ao fundo a pedir ajuda.
São vários os comentadores da nossa praça que defendem a tese de que se o pedido de ajuda de Portugal tivesse sido feito quando o então ministro das finanças, Teixeira dos Santos, disse que se os juros da divida portuguesa ultrapassassem os 7%, Portugal deveria pedir ajuda, hoje certamente o sacrifício dos portugueses seria menor. Nessa altura, o PS não tinha essa visão antecipada que tem hoje!
Pedir a prorrogação do prazo de pagamento da divida agora ou há um ano atrás não é a mesma coisa. Hoje há mais confiança dos mercados na economia portuguesa, logo mais garantias de cumprimento de pagamento por parte de Portugal para com os nossos credores.


A manipulação das palavras é feita, em política, de acordo com quem a profere. Com os mesmos dados pode-se manipular qualquer informação, os políticos são peritos nisso. 

sábado, 12 de janeiro de 2013

Subsídios agricolas


 

Os subsídios agrícolas em Portugal têm, na minha opinião, sido atribuídos na forma inversa aquela que deveriam.

Atribuem-se subsídios pela fraca produtividade, quando se deveria atribuir subsídios a quem se esforça e consegue produtividades altas.

Se um agricultor, por qualquer motivo, em determinado ano, tem produções baixas, tem possibilidade de recorrer a subsídios e seguros financiados pelo Estado,para compensar a perda. Neste caso, o Estado, gasta dinheiro e o mercado fica sem produtos agrícolas. Apenas ganha o agricultor.

Por outro lado, se um agricultor tem um bom ano de colheitas depara-se com dois problemas. O primeiro é conseguir escoar os produtos, o segundo e conseguir preços competitivos para concorrer com outros mercados. Penso que, neste caso, deveria haver financiamento do Estado, não só para subsidiar os preços, mas principalmente para premiar o esforço de um ano árduo.

O que aqui relato é um pouco como o trabalho em Portugal. O Estado gasta dinheiro com quem não trabalha e pune, com impostos, quem trabalha.

Nota: Este texto não se baseia em factos reais, é mera ficção.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Os profetas.


  • António José Seguro, diz que o ano 2013 será mais difícil que 2012.

  • Marcelo Rebelo de Sousa, diz "O ano vai ser pior que 2012



Será que estes senhores sabem-me dizer os números do euromilhões? ... Agradecia.


Fico com a sensação de que os "profetas" político-económicos de Portugal têm prazer em fazer profecias  negativas.  

Ainda agora foi encontrado mais um filão de ouro em Portugal e estamos perto de explorar petróleo, mas nem assim as previsões são positivas.

Que país desgraçado este. 


sábado, 10 de novembro de 2012

"Em Portugal não temos miséria"

“Em Portugal não temos miséria.” Isabel Jonet – presidente do Banco Alimentar Contra a Fome
Está tudo ao contrário minha senhora, os pobres engordam e os ricos emagrecem. Podre, quando tem dinheiro, come fast-food, carnes vermelhas e bebe bebidas gaseificadas, no final vai para o café da esquina jogar cartas com os amigos. Rico, come caviar, lagosta, bebe vinho Château Margaux, para depois ir ao ginásio perder as calorias. Pelo aspeto físico, diríamos que pobre é rico e rico é pobre. Não há muitos anos, pelo aspeto físico se classificava o status social. Os pobres eram magros, os ricos tinham melhor aspeto.
Um dia, ironicamente, António Lobo Antunes escreveu, “ser pobre, mais do que um destino, é uma espécie de vocação, como ter jeito para jogar bridge ou para tocar piano”.
Já não se encontra ninguém com vocação para ser pobre. Tempos modernos estes que vivemos.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

É só cortes.


António José Seguro está contra o corte no financiamento às universidades, contra os cortes na saúde, contra os cortes na Segurança Social, … António José Seguro está contra tudo o que seja cortar na despesa. (É tão fácil ser oposição em tempos de crise!) Quem deveria ter ganho as últimas legislativas era o PS, nesta altura não tínhamos cortes em nada, já tínhamos um aeroporto novo, um TGV, uma nova travessia do Tejo, sem cortar nada a ninguém. Essa é que é essa!

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Eu tinha que publicar esta notícia

País precisa de coligação PSD-CDS-PS
O patrão do grupo Jerónimo Martins apela ao Presidente da República para a formação de um novo Governo de coligação, com PSD, CDS e PS. Alexandre Soares dos Santos criticou, em entrevista à SIC Notícias, as fissuras na actual coligação e chama a atenção para as obrigações de Cavaco Silva. O Presidente, defende, deve “chamar os três partidos” imediatamente e dizer-lhes: “vamos acabar com a conversa, vamos fazer um Governo de coligação e vamos traçar um programa, todos de acordo e vamos todos jurar que vamos cumpri-lo”. “Não é esta história de dizer ‘eu já não gosto, vou-me embora, não estou de acordo, não sabia’. Como é que não sabem? Claro que sabem, o que é, é que se aproximam as eleições. Vamos esquecer as eleições. Vamos fazer isto e todos assumir o compromisso de defendermos uma única ideia”, argumenta Soares dos Santos. O homem mais rico de Portugal questiona a forma como estão a ser anunciados despedimentos na Função Pública e afirma que “não se corta despesa de um dia para o outro”. Soares dos Santos diz que um corte da despesa por esta via deve ser enquadrado por um plano a vários anos. O empresário também alerta que o despedimento de milhares de contratados a prazo na Função Pública pode colocar em causa o funcionamento dos serviços. “Isto são programas a três, quatro e cinco anos. Não se corta despesa de um dia para o outro”, reforçou. Os partidos políticos “continuam a pensar da mesma maneira de há 15 anos, 20 e 25 anos” e “não percebem que estão a perder a credibilidade”.
“Não percebem que o povo português, hoje, tem um grau de educação muito superior que há 30 anos e percebe exactamente as coisas. Começa a correr-se o risco de os partidos deixarem de ser credíveis”, declarou.
Noticia retirada do “Pagina 1” grupo R/com