terça-feira, 4 de outubro de 2016

Vindimas 2016

Este ano parece ser um bom ano de vindimas, não pela quantidade, mas pela qualidade.
No meu caso, a produção reduziu aproximadamente 25%. Há anos assim, e até pior!
Esta é uma época de muito trabalho...


quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Portugal a arder!

Todos os anos é a mesma coisa! Portugal a arder!

Hoje ao dar uma vista de olhos pelos jornais on-line, deparo com uma noticia no JN que refere serem libertados mais de metade dos detidos por fogo posto! 
Não entendo a decisão de um Juiz que, perante um incendiário, ainda para mais reincidente, o manda para casa com pena suspensa.

Há dias, li uma noticia que dizia que os proprietários dos terrenos deveriam limpar os mesmos! Concordo plenamente, e o Estado deveria dar o exemplo! Mas, enquanto os incendiários não forem detidos, não há terreno que resista.

Outra questão que me preocupa é a noção de criminoso neste assunto.
Quando se dá um incêndio, quem é o criminoso? O proprietário dos terrenos e das casas, o incendiário, o juiz que não dá sentença devida ou, ainda, os governantes que não Legislam de forma adequada? 
Parece que se quer punir mais os proprietários do que os incendiários! Por analogia, se assaltarem a minha casa, entrando nela por uma janela que deixei aberta, o criminoso sou eu ou o assaltante? 


Dizem as más línguas que os incêndios passaram a ser um negocio... dizem, não sei bem!

Algo está mal!

terça-feira, 5 de julho de 2016

Contratos de associação no ensino ou na saúde?

Muito se tem falado nos contratos de associação entre os Estado e algumas escolas privadas. Sinceramente, nunca fui a favor destes contratos, pois eles serviam apenas para favorecer alguns. Com escolas públicas cada vez com menos alunos, o estado financiava, ou ainda financia, nem sei bem, escolas privadas para alimentar uma elite empresária e uma classe média e media alta, que gosta de se gabar que trás os filhos no colégio (sempre é mais fino que trazer na publica). O povo que pague!

Durante muito tempo defendi que o ensino deveria ser privatizado. Não com estes contratos de associação, mas uma privatização total, em que o estado financiava os estudos dos que não podiam pagar. O estado apenas faria exames finais para avaliar e credibilizar o ensino. É apenas uma ideia minha, não sou especialista na área da educação, pelo que me fico por aqui nesta ideia!

Moro numa freguesia que tem mais de 300 cidadãos de etnia cigana. Será que, com o modelo de contratos de associação, os colégios aceitavam a matrícula de uma criança desta etnia? Possivelmente não aceitaria, diria que não havia vagas ou inventavam outra desculpa qualquer.

A haver contratos de associação, estes deveriam ser feitos, não da educação, mas sim, na área da saúde. Este sim é um sector debilitado, que não tem a resposta atempada para os cidadãos. Quem já não esteve horas para ser consultado numa urgência de hospital? Quem já não esteve à espera de uma operação meses, ou até anos? – Eu já passei por isso! Uma vez estive dois anos e meio à espera de uma operação e outra vez quase quatro anos! Se o Estado tivesse acordos com os hospitais privados, penso que seria mais fácil e de maior comodidade para os cidadãos! Esta ideia nem é inovadora, o Estado já o faz para os seus funcionários através da ADSE, era só alargar a todos os cidadãos.


Voltando aos contratos de associação com os colégios privados, parece que finalmente vão acabar… veremos!

terça-feira, 5 de abril de 2016

O pensador Agostinho da Silva

Ouvi na rádio que se comemora hoje, dia 3 de Abril de 2016, o aniversário da morte de Agostinho da Silva, o grande pensador português do Sec XX.  
Para o recordar, fui visualizar uma das entrevistas que agostinho da Silva deu  na RTP no programa intitulado “Conversas Vadias”. Neste programa eram convidadas, pessoas conhecidas para conversarem/entrevistarem Agostinho da Silva. Li, no livro “Agostinho da Silva – A última Conversa”, da autoria de Luís Machado, onde o autor relata que quando Agostinho da Silva foi convidado pela direção da RTP para fazer o programa, pôs como condição não saber quem era o convidado para cada programa, só o saberia na hora de início do programa, para assim não ter tempo de se preparar e ser o mais natural e sincero possível.
Nesse mesmo livro, a determinada altura, ele fala sobre o momento em que lhe foi atribuída a reforma. Quando viu o valor que iria receber, disse, a quem o atendia, que não queria tanto dinheiro, que dessem uma parte a uma instituição ou que o Estado ficasse com ele. Como não era possível, acabou por criar um fundo onde o dinheiro era depositado todos os meses, com a intenção de um dia reverter para algo de social que fosse benéfico para a sociedade. Esta faceta da sua vida mostra bem o desapego que tinha aos bens materiais.

Aqui ficam algumas das muitas frase de Agostinho da Silva:

 “Nenhum político deve esperar que lhe agradeçam ou sequer lhe reconheçam o que faz; no fim de contas era ele quem devia agradecer pela ocasião que lhe ofereceram os outros homens de pôr em jogo as suas qualidades e de eliminar, se puder, os seus defeitos.”

“A política tem sido a arte de obter a paz por meio da injustiça.”

 “Deve-se estar atento às ideias novas que vêm dos outros. Nunca julgar que aquilo em que se acredita é efetivamente a verdade. Fujo da verdade como tudo, porque acho que quem tem a verdade num bolso tem sempre uma inquisição do outro lado pronta para atacar alguém; então livro-me de toda a espécie de poder - isso sobretudo.”

 “O que impede de saber não são nem o tempo nem a inteligência, mas somente a falta de curiosidade.”


“Aqui tem você um conselho que lhe poderá servir para a sua filosofia: não force nunca; seja paciente pescador neste rio do existir. Não force a arte, não force a vida, nem o amor, nem a morte. Deixe que tudo suceda como um fruto maduro que se abre e lança no solo as sementes fecundas. Que não haja em si, no anseio de viver, nenhum gesto que lhe perturbe a vida.”

terça-feira, 15 de março de 2016

O Ator morreu

Há realmente pessoas que, ou pela sua postura, ou pela sua forma espontânea de agir, nos cativam, mesmo que nunca tenhamos estado pessoalmente com elas. Nicolau Breyner era uma dessas pessoas.
Para quem não tinha, como eu, outro meio de o ver, a televisão foi o meio pelo qual melhor conhecemos o seu trabalho. Desde novela, filmes, concursos, entrevistas, teatros, entre outros, Nicolau Breyner entrava pelas nossas casas pelo ecrã da tv.

Recordo, entre outras, a serie “gente fina é outra coisa”, passada no início da década de 80, onde fazia o papel de mordomo Horácio. Teria eu 12 ou 13 anos … como adorava ver a série.


Não foi feita uma homenagem condigna em vida... estamos em divida para com ele.


quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

SE PREÇO DO PETRÓLEO BAIXAR, AUMENTA-SE O IMPOSTO SOBRE COMBUSTÍVEIS

Li hoje (aqui) que secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Fernando Rocha Andrade pretende, se o preço do petróleo voltar a diminuir, aumentar a taxa sobre os produtos petrolíferos (ISP).
Sendo o ISP uma taxa fixa e não uma percentagem sobre uma base de incidência, o Estado cobra sempre o mesmo quer o preço seja x ou y. Neste momento a taxa ronda os 0.58€ por litro na gasolina e os 0,34€ no gasóleo. Ora, ao aumentar a taxa, quando o produto se encontra a um preço baixo e com tendência a diminuir, os consumidores não notam. O problema está quando o preço voltar a subir. A questão é, se o preço voltar a subir o estado baixará a taxa que aplica por litro? – Não me parece que assim aconteça!

Por agora ninguém reclama! Quando o preço do crude começar a subir e, esse aumento, se reflectir nos posto de combustível, aí sim, iremos sentir o peso da taxa do ISP.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

O Salário Mínino Nacional

Está em discussão o aumento do salário mínimo nacional (SMN).  
Numa situação de pleno crescimento económico, todos estariam de acordo no seu aumento. Não é o que acontece! Portugal não tem tido crescimentos económicos que justifiquem um aumento significativo do SMN. A inflação também não tem ajudado, pois encontra-se em valores bastante baixos, havendo já alturas em que foi negativa, o que, pela teoria de alguns, deveria fazer baixar o SMN.
Estão duas teorias em discussão. Uma de esquerda que defende o aumento do SMN para valores próximos dos 600€, para assim, segundo dizem, proporcionar o aumento do poder de compra e assim dinamizar a economia. Uma outra teoria, defendida pela ala centro/direita, diz que o SMN não deve, para já, ter um aumento tão elevado, pois iria provocar um agravamento nos gastos das empresas e assim torna-las menos competitivas, levando à diminuição das exportações.  

Resumidamente, foi isto que entendi do que fui vendo e ouvindo na comunicação social.

Em minha opinião, a teoria de esquerda seria a mais razoável desde que o aumento do SMN levasse as pessoas a consumirem apenas produtos produzidos em Portugal. Sabemos que não é isto que acontece. Ora, isto não acontecendo, o aumento do SMN contribuirá para um maior desequilíbrio da balança comercial fazendo aumentar as importações.

Quais os hábitos de consumo da classe social que ganha o SMN? Quais os estabelecimentos onde adquirem os bens de que necessitam? Estando os bens de primeira necessidade satisfeitos com o salário atual, com aumento de salário, quais as preferências dos consumidores?
São muitas as dúvidas! …

Em minha opinião, o aumento do SMN para os 600€ (+18%), não irá dinamizar a economia na proporcionalidade do aumento. Se com 95€ ilíquidos a mais de salário as pessoas procurassem produtos de fabrico nacional, o aumento dos índices económicos até poderiam ser maiores. O que vai acontecer, é as pessoas procurarem ainda mais as lojas mais acessíveis como as dos chineses, onde os produtos são, na sua maioria, originários da China. 

É característico dos partidos de esquerda, em Portugal, exigirem este tipo de medidas sem nunca darem soluções para financiar essas medidas. Demagogias ...
Fazem as propostas que os povo quer ouvir, e, depois de aprovadas, quem governa que arranje formas de as financiar. Veja-se a situação política atual em Portugal, em que temos um governo minoritário, que perdeu as eleições, mas que é suportado pelos partidos de esquerda, não tendo estes aceite formar esse mesmo governo. Ao aceitarem formar governo, os partidos de esquerda, passariam para o lado de quem tem de arranjar as soluções de financiamento para as propostas por eles apresentadas.