quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Eleições legislativas

Estamos em época de campanha eleitoral. Mais uma vez, os candidatos, fazem promessas que sabem não poder cumprir! Nós, eleitores, lá vamos defendendo os nossos candidatos favoritos, mesmo quando sabemos haver nas fileiras de candidatos alguns de capacidade duvidosa. Para muitos de nós a politica é como a se de uma religião se tratasse, ou de uma simpatia por um clube de futebol, ... é  até à morte. A politica não deveria ser assim! Há muitos eleitores que não são assim, votam em função das pessoas, ou em função do contentamento ou descontentamento que têm no momento. 
A politica está descredibilizada, velha, sem rumo, à deriva e sem planos para o futuro. Os jovens não vêem a politica com bons olhos, os que integram os movimentos jovens dos partidos, na sua maioria, fazem-no para tentar assegurar um cargo, uma nomeação, um trabalho. A convicção, o empenho, a defesa de ideais é posta em segundo plano. Isso que o façam os mais velhos! 
Dizem alguns: São sempre os mesmos a candidatar-se! Infelizmente, a limitação de mandatos ficou só pelas autarquias. Esta, deveria estender-se ao deputados da Assembleia da Republica. 
Já anteriormente disse que o numero de deputados deveria ser reduzida, não para poupar os salários, mas para que, com esse dinheiro, se pudesse aumentar os que ficavam e tornar o cargo de deputado mais aliciante  e atractivo, podendo assim haver pessoas mais bem formadas e com outros horizontes a concorrer a deputados. 
Posso estar errado, mas da breve análise que fiz aos deputados da Assembleia da Republica, a maioria ou são advogados ou são professores. Nada tenho contra estes profissionais, apenas acho que deveria haver uma maior diversificação nas formações da base. É necessário mais, economistas, contabilistas, fiscalistas, engenheiros das varias vertentes das engenharias, gestores, psicólogos, sociólogos, informáticos, etc, etc ... temos muitos advogados que pouco ou nada exerceram e professores que nunca deram aulas ou se deram foi por pouco tempo. 

Elegemos deputados pelo nosso distrito que têm por fim defender os interesse da nossa região. Parece que é esta a missão teórica dos deputados de cada distrito. Digo teórica porque na pratica não é assim! Poderia ser não fosse a disciplina de voto. Também, quantos de nós conhecem os deputados que estamos a eleger? Neste campo, sinto-me um privilegiado, conheço pessoalmente alguns dos deputados candidatos. Mas que deveria dizer quem eram os candidatos a deputados? Os partidos ou nós, eleitores do distrito? Os candidatos são-nos impostos pelos partidos! Não chamo a isto democracia! ....


sábado, 15 de agosto de 2015

Os dias fatais ...

Depois de ler o livro “Cercado” de Fernando Esteves, consegui cimentar algumas certezas ao mesmo tempo aumentei as minhas dúvidas!
O livro relata passagens da vida de José Socrates antes da sua detenção. Pelo que li, os indícios de crime são muitos e fortes. Desde a sua passagem pela Câmara Municipal da Covilhã até chegar a Primeiro-ministro, existem relatos, no livro, de situações menos claras. O autor do livro, como era de esperar, não dá certezas, limita-se a relatar dados apresentados pelo ministério público e a transcrever aquilo que foi surgindo na época na comunicação social.
Daquilo que li, o que mais me preocupou foi o relato da destruição dos DVDs que continham as escutas telefónicas, facto muito falado na altura. Se realmente o acusado se sente inocente, porque não impediu a destruição e permitiu que fossem públicas as escutas? – Diz a sabedoria popular que quem não deve não teme. Fico, tal como talvez muitos portugueses, com a sensação de que era nestes DVDs que estaria o inicio da solução do caso…
Depois de ler o livro, e sabendo que o ex-primeiro-ministro não foi contemplado com nenhum prémio da Santa Casa, como é possível viver da forma que ele viveu nos últimos anos? No livro, podemos encontrar relatos de movimentos elevados em dinheiro entre Socrates e o seu amigo Carlos S. Silva. A justificação dada é que eram empréstimos entre amigos. Empréstimos de valores tão elevados, quando seriam pagos? Qual a actividade profissional de Socrates para conseguir rendimentos suficientes para pagar esses empréstimos? Será que não eram empréstimos mas sim presentes de um amigo? – Que rico amigo este!
Este é um caso que poderá levar anos a resolver, se é que será resolvido no sentido de se saber se o arguido é culpado ou inocente. O mais provável é prescreverem os crimes de que é acusado.
Infelizmente este não será caso único no país, talvez seja o de maiores dimensões. Corrupção, branqueamento de capitais, compadrio, e muitos outros crimes, são relatados quase todos os dias na comunicação social. É pena os organismos competentes não poderem averiguar mais casos com indícios de crime!
Outras das situações que me preocupou, se bem que já tinha uma ideia sobre o assunto, foi o facto de as entrevistas serem combinadas entre o entrevistado e o jornalista. Combinam o que perguntar, quais os assuntos que não serão levantados, etc. Gostei de saber que há jornalistas que não vão nessa onda e que exercem a sua profissão com muito profissionalismo.

Muito haveria a comentar sobre o livro, o melhor é lê-lo!


Partilhei aqui algumas das minhas dúvidas, as certezas, se é que as tenho, ficam para mim...

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

E já vão dois livros.

Não resisti a esperar pelas férias, já li o livro "Uma questão de consciência" de Ian Rankin. Comecei o "Fetiche" de Tara Moss e também já foi. Este ultimo durou 4 dias. Um policial excelente, escrito por uma ex-modelo (quem diria)!... Bom, agora vou ler "Cercado" do jornalista Fernando Esteves! Não sei bem o que me espera neste livro ...

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Livro para férias

Aqui fica a minha escolha de leitura para férias. Para além de ter um preço acessível, tem um enredo intrigante. Um bom policial.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

A Grécia, o Euro e Portugal

Grécia, negociações, austeridade, empréstimos, euro, … palavras do dia-a-dia de todos os cidadãos, sejam eles gregos, franceses ou portugueses.
O governo grego recusa a austeridade, prometeu ao povo, na campanha eleitoral, que não a haveria, agora, com muito custo para o povo, quer cumprir o prometido. De tanto bater o pé, já se foram as solas dos sapatos e não há dinheiro para outras!
Qual a alternativa à austeridade? – Produzir, com elevados índices de produtividade? – Pedir dinheiro emprestado? Quem empresta dinheiro a quem não tem crédito? Se o devedor não der provas de que vai alterar hábitos e costumes despesistas? – Só um louco o fará!
O governo grego, até ao momento, o que fez foi aumentar a desconfiança dos credores. Terá a economia grega capacidade para superar sozinha esta crise. Esta economia, que tinha das mais altas taxas de crescimento económico da zona euro até 2008, altura do início da crise, está agora nas ruas da amargura! Em que assentava a economia grega para ter bons índices de crescimento económico? – É tudo muito estranho!!!!!!...
Fala-se na saída do euro!!!! Alguém consegue determinar as consequências desta medida? Penso tratar-se de populismo e de demagogia, tal como em Portugal o faz o PCTP-MRPP com os slogans da saída do euro. É fácil para estes partidos de pequena dimensão lançar estes chavões em tempos de crise e insatisfação. Irresponsabilidade, é disso que se trata, quando o PCTP-MRPP lança estes slogans! Gostaria de ver elencadas as consequências, positivas e negativas, de uma saída do euro. Ninguém o faz, ninguém o sabe ao certo.
Espero que a Grécia consiga sair da crise em que se encontra! Não sei como o fará!

Sinceramente, não acredito no actual governo grego!

sábado, 27 de junho de 2015

Momento de pesar!

Faleceu João Luís Inês Vaz, um político, um homem da cultura. Foi Governador Civil de Viseu, professor do ensino superior, arqueólogo, escritor, entre tantas outras coisas. Não serei a melhor pessoa para falar do seu percurso profissional e particular, o meu relacionamento com o doutor era muito recente.

Conheci-o,como figura pública há alguns anos atrás. Penso que terei ouvido falar pela primeira vez nele quando foi Governador Civil (finais da década de 90, penso eu). Sempre ligado, ideologicamente, ao partido socialista, ocupou vários cargos no distrito. Nas últimas eleições autárquicas, integrou a lista à Junta de Freguesia de São João de Lourosa pelo PS, ocupando o segundo lugar da lista. Confesso que para mim foi uma surpresa muito grande quando tomei conhecimento deste seu ato. Um homem com um percurso politica e académico tão grande, integrava agora uma lista candidata á Junta da qual eu fazia parte e era novamente candidato. Aqui se vê a humildade e a vontade de servir que o doutor Inês Vaz tinha.

Confesso, também, que de início não simpatizava com ele. Tinham havido umas situações pouco próprias durante a campanha … se bem que nunca com ele! Fomos, os candidatos pelo PSD, ameaçados com processos em tribunal por uma dita advogada, filha do cabeça de lista pelo PS, que eu não conhecia de lado nenhum, nem tive gosto em conhecer. Ainda hoje aguardo serenamente ser chamado a tribunal! (bom, mas não é disto que quero escrever, um dia o farei)

Deram-se as eleições, e voltamos a ganhar com maioria absoluta. O doutor Inês Vaz, foi eleito para a Assembleia de Freguesia. É aqui que começa o nosso contacto, ainda que esporádico, com ele. Ao longo das sessões da Assembleia, fui-me apercebendo que era uma pessoa com um enorme caracter e uma cultura muito acima da média. Comecei a admira-lo e gostar de falar com ele. Achava, também, que tinha um sentido de humor muito refinado.

No mês passado, a quando da visita do Sr. Bispo à nossa freguesia, houve um almoço onde estiveram presentes, o executivo da Junta, os Membros da Assembleia, o Sr. Padre Luís Miguel e o Sr. Bispo D. Ilídio Leandro. A determinada altura do almoço, o doutor Inês Vaz disse que era natural do Soito, no concelho do Sabugal. Ao ouvir isto, eu, que conheço relativamente bem o concelho do Sabugal, disse-lhe que conhecia a sua terra e que, em jeito de brincadeira, já tinha sido muito feliz no Soito. Ao que ele me respondeu: - “Não me diga que conheceu as minhas primas?!”-  Achei a resposta engraçada e com muito humor.

Hoje, dia 25, tínhamos marcado uma Assembleia da Freguesia às 21 horas. Esperava, no fim desta Assembleia, falar com ele, pedindo-lhe que me orientasse na pesquisa da vida do escritor Antero de Figueiredo, nascido em 1866, e que, terá as suas origens na Nossa Freguesia, concretamente em Rebordinho. Pretendia determinar onde era a casa dos familiares para que a Freguesia prestasse a devida homenagem a tão ilustre escritor.

Infelizmente, o doutor Inês Vaz, partiu antes de lhe pedir ajuda …

quarta-feira, 10 de junho de 2015

"Se Isto é um Homem"

Aproveite o dia de hoje, 10 de junho de 2015, feriado nacional, para dedicar mais tempo à leitura. Tenho por hábito todos os dias ler, mas hoje li durante mais tempo. Comecei há dias a ler (terminei hoje) o livro de Primo Levi “Se Isto é um Homem”.

O livro, escrito na primeira pessoa, relata a vida de um judeu italiano, que é preso durante a segunda guerra mundial e enviado para um campo de concentração nazi (Primo Levi esteve preso 11 meses). Primo Levi sobrevive aos maus tratos, à fome, ao frio, às doenças e ao trabalho árduo até à chegada das tropas russas. Ao longo do livro os relatos são arrepiantes, a forma como o autor descreve cada momento passado é de uma intensidade incrível. 

Diz, a determinada altura, sobre os sonhos dos prisioneiros: “Não se deve sonhar: o momento de consciência que acompanha o acordar é o sofrimento mais intenso. Mas não nos acontece muitas vezes, e os sonhos não duram muito tempo: mais não são do que animais cansados.”

A forma irónica como descreve algumas passagens é, ainda que no meio de todo o terror de um campo de concentração, bastante cómica: “Mordo os lábios com força; todos sabemos que provocar uma pequena dor estranha serve de estímulo para mobilizar as reservas extremas de energia. Também os Kapos o sabem: alguns batem-nos por mera malvadez e violência, mas outros há que o fazem quando estamos debaixo da carga, quase como amabilidade, acompanhando as pancadas com exortações e encorajamentos, como os carroceiros com os cavalos zelosos.”

...


Este livro marcou-me!