sexta-feira, 13 de julho de 2012

Aumento do IVA em Espanha - Vantagens ou desvantagens para Portugal?

Ao que parece, o Governo espanhol, também vai implementar mediadas de austeridade para equilibrar as contas públicas! Estas medidas, impostas pela dita “Troika”, vêm no seguimento das já aplicadas a Portugal e à Grécia, países que também recorreram a ajuda externa. As dificuldades económicas dos países do sul da Europa são, de há muito, conhecidas, pelo que não é novidade a situação actual.
O que a mim me surpreende é a forma de dar as notícias pela nossa comunicação social. Ontem, quando ouvi a notícia de que o governo da vizinha Espanha tinha como uma das medidas de austeridade o aumento do IVA, em nada fiquei surpreendido. O que me surpreendeu, foi o jornalista que estava a dar a notícia, fazê-lo de uma forma, a meu ver, mal intencionada ao dizer apenas que o aumento do IVA em Espanha iria fazer diminuir as exportações portuguesas, rebatendo várias vezes neste ponto ao longo da notícia. É certo que as nossas exportações serão afectadas. Então e as vantagens senhor jornalista? Não as há? - Não ouvi na notícia falar-se em vantagens! Será que não há vantagens para Portugal com o aumento do IVA em Espanha? – Claro que há! E são várias. Daria o exemplo de, com o aumento do IVA em Espanha, os preços ficarem mais próximos dos praticados em Portugal, o que faz com que se aumente o consumo interno em Portugal. A breve tempo, por exemplo, se verá se valerá a pena continuar a ir a Espanha meter combustível nas viaturas, ou comprar outro tipo de bens. Dar uma noticia do aumento do IVA em Espanha e dizer que isto teria vantagens para Portugal, não dava impacto à noticia, dá mais impacto dizer que estamos mal e que, com as medidas implementadas em Espanha, ainda ficaremos pior.
Assim vai o jornalismo em Portugal.

sábado, 30 de junho de 2012

Protestos contra Ministro da Economia

Agora é que a CGTP tem um bom líder!... Arménio Carlos diz que são legítimos os protestos que se verificaram na Covilhã contra o Ministro da Economia e que não houve excessos nos protestos. Grande lata a dele… sim senhor! O Sr. deveria era ser levado a um tribunal por, com essas palavras, estar a incentivar a violência. Então agora é normal deitar-se em cima do capô do carro do Ministro e chamar aquilo que chamaram ao Ministro?! Grande líder este que os trabalhadores sindicalizados têm. Continue assim, está no bom caminho, … estou ansioso por ver o próximo episódio em que o senhor é novamente protagonista. Este é artista, e dos bons!  

terça-feira, 29 de maio de 2012

Os tachos


Tenho recebido alguns mails que relatam nomeações de jovens, saídos das universidades, para cargos bem remunerados. Pensava eu que os “jobs for the boys” já tinham acabado.
Será que ao nomear os filhos dos amigos, jovens recém licenciados, estão a fazer um favor aos amigos e seus filhos ou estarão a habitua-los a terem empregos fáceis. Quem serão estes jovens no futuro, habituados a que tudo lhes caia do céu? Se um dia perderem a muleta que lhes sustenta a empregabilidade fácil, o que será deles? Mesmo que não a percam, que formação é a deles? O mais grave, em meu entender, é que estes jovens serão os futuros políticos de Portugal.
Estes favores fazem-me lembrar as dinastias, o poder passa de pais para filhos. Portugal é um exemplo dinástico, os pais, que têm influencia, arranjam sempre um bom cargo para os filhos, mesmo que não tenham competência para tal. Pior, por vezes o cargo nem existe, é fictício. Um gabinete, um bom salário e não se faz nada porque o cargo é inútil. Se por ventura o cargo existe, corre-se o risco de alguém, incompetente, o ocupar em detrimento de alguém com mais capacidades.
Tenho uma dúvida! Será que os filhos de quem não tem influência política são burros e incompetentes? – Claro que não! O problema é que a sua linhagem não é “nobre”, são provenientes de uma classe social mais humilde.
Seria errado, da minha parte, generalizar as minhas palavras. Sei que há quem seja nomeado pela competência e pela experiencia. São tão poucos!

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Exportar vinhos para o Brasil.

Segundo uma notícia do Jornal “Vida Económica”, do dia 27 de Abril, o Governo Brasileiro tem intenção de elevar as taxas à importação de vinhos dos atuais 27% para os 55%. Segundo a mesma notícia, Portugal exportou, em 2011, 23 milhões de euros em vinho para o Brasil, representando, este valor, um aumento de 14,1% em volume em relação ao ano anterior.
Depois do investimento feito por vários empresários e cooperativas portuguesas do setor dos vinhos em feiras, como é o caso da “ExpoVinis Brasil” em São Paulo, que aguardavam o retorno do investimento, aparecem estas medidas.
Os nossos governantes deveriam olhar bem para estas medidas do governo brasileiro e ver os produtos que importamos do Brasil. Vejam, também, as burocracias impostas as empresas portuguesas, do setor alimentar, que queiram exportar para o Brasil, e as facilidades que as empresas brasileiras têm para introduzir os seus produtos no nosso país. ….
Muito mais haveria a dizer,….

sexta-feira, 23 de março de 2012

Greve Geral, um recurso que se está a banalizar

As Greves

Numa entrevista à Radio Renascença, D. Nuno Brás, Bispo Auxiliar de Lisboa, falava do direito à greve e quais os seus efeitos. No seu entender, é legítimo o direito à greve, diz ainda que este deverá ser “o instrumento último para fazer valer os direitos dos trabalhadores”, isto porque, se o direito à greve for usado indiscriminadamente passamos a banalizar esse direito, tirando-lhe o poder que deve ter. Mais adiante, utiliza o termo “arma das armas” para se referir à convocação de uma Greve Geral, ou seja, este deve ser sempre um último recurso. Diz mesmo que as várias e consecutivas convocações de Greve Geral a vulgarizam. Nessa mesma entrevista, fala ainda da politização feita dos direitos dos trabalhadores a quando de uma greve.
Ao ouvir esta entrevista, reforcei a imagem que tenho da igreja e dos sacerdotes. Tenho por eles uma grande admiração, não só pela devoção mas também pela cultura e pela visão que têm da sociedade. São pessoas conhecedoras das dificuldades do povo na medida em que vivem o dia-a-dia das pessoas nas respetivas paróquias. Muitas vezes, para além do apoio moral, são eles quem ajuda financeiramente as famílias mais carenciadas, ou não o podendo fazer, relatam os casos a quem de direito.

O recurso à Greve Geral está, realmente, a vulgarizar-se. Os números da adesão a última (22 de Março) assim o determinam. A comunicação social fala em mais de 70% de adesão (muito vago). Sendo uma Greve Geral, este valor parece-me demasiado aquém daquilo que deveria ser para ser considerada de Geral. Nas “guerras” de números entre sindicatos e governo, há sempre divergências. Desta vez o governo não quis divulgar números, resguardando-se e adiando para o final do mês a divulgação. Sabemos bem o porquê deste adiamento… penso que fizeram bem.
Num momento de crise, como o que estamos a passar, penso que deveria haver mais união em torno dos interesses nacionais e não cada um “puxar a brasa à sua sardinha”. Por um lado o governo tem que aplicar medidas rigorosas para superar a crise, por outro os sindicatos, que sabem que é nestas alturas que ganham força, convocam greves atrás de greves aproveitando-se das fragilidades e inseguranças do momento dos trabalhadores.

É em tempos de crise que as forças de oposição a um determinado governo ganham força. É necessário estra atento.

sexta-feira, 16 de março de 2012

«As pessoas falam sem saber as dificuldades»

Há pessoas sem sorte! Hoje, na TVI, assisti a uma reportagem sobre João Vale e Azevedo. Pelo que se pode ver na reportagem, Vale e Azevedo, está falido e não tem dinheiro, no entanto mora numa das zonas mais caras de Londres, come nos melhores restaurantes de Inglaterra e desloca-se numa modesta limusine. Por fim disse-se ingénuo e que não paga nada daquilo que deve! Diz ainda que é credor do Benfica em de sete milhões de euros... É pá, paguem lá ao homem, … se ele fica sem dinheiro para ir ao restaurante de que gosta ou para pagar o apartamento de luxo é um problema para a imagem de Portugal.



O homem diz que vive um inferno, ... até dá a palavra de honra que por ele amanhã vinha para Portugal, ... há pessoas que nascem sem sorte!